
As sextas-feiras sempre me fazem refletir sobre o Ecumenismo, uma vez que algumas religiões prescrevem o branco para ser, neste dia da semana, usado. No Candomblé, veste-se branco por ser a sexta-feira dia do orixá Oxalá. No Judaísmo veste-se branco na cerimônia do Shabat, a festa semanal e a mais importante para os judeus. Uma conhecida pontuou, para mim, certa feita, que os mulçumanos,também, vestem branco na sexta. (Falha minha não saber precisamente isto, até agora, confesso.) De qualquer sorte, aí temos um elemento interessante para a discussão sobre o Ecumenismo.
Conversava, outro dia, com uma amiga sobre os limites do Ecumenismo. Terreno lodoso e conflitivo, o esforço de se respeitar a fé do outro (e da outra, é óbvio) traz consigo limites bem demarcados, uma vez que religião é poder, e muito poder, em determinados casos.
Poder que, durante o processo histórico da humanidade, foi responsável pela morte de milhares de pessoas. Poder que prescreve normas e regras complexas no que tange à cultura e aos costumes.
Poder que estabelece separação entre as pessoas, quando num determinado locus histórico duas religiões disputam-no (como no caso de árabes e judeus na Palestina e católicos e protestantes na Irlanda do Norte).
Poder que segrega, mesmo graçando sozinho, por impingir códigos rígidos e anacrônicos, como foi demonstrado no romance o Caçador de Pipas, tão belamente transposto para o cinema.
O Ecumenismo, diante disto tudo, é muito louvável, pois amalgama uma reflexão democrática por parte de quem o concretiza.
"Quem é ateu e viu", ou não, "milagres como eu", acredito que esteja um pouco mais tranquilo. Em nada acredita e só lhe resta duas opções: achar todas as manifestações de fé uma coisa meio estapafúrdia ou respeitar isto como algo inerente ao ser humano, sem lhe dizer respeito, especificamente.
No meu caso, professar o ateísmo é coisa impossível. A religação é algo vital para mim. Sem fé não sobrevivo.
A experiência da fé é intransferível, sempre acreditei nisto. Por mais proselitista que seja o discurso do fiel no sentido de convencer o potencial convertido, se este não vivenciar viceralmente a fé e a experiencia da religação, em toda sua magnitude, a conversão não se processará.
A conversão acredito seja uma, ou a experiência de entrega mais complexa existente. Delega-se o poder que nos é conferido pela existência, preterimos todos os demais caminhos, em detrimento daquele que responde aos nossos anseios mais dificeis e marcantes. A conversão é a forma de aplacar os nossos conflitos que nos levam à guerra - a guerra interior. E nem sempre a conversão é eficaz, pois, em tempos de mudança paradigmática, como estes, conflito é o que não nos falta e temos que lidar com estas guerras cotidianas ansiando, ou pelo menos tendo fé que, no futuro, teremos uma realidade um pouco mais harmônica... sabe-se lá como.
Diante desta constatação vem a sexta-feira me dizer que hoje é dia de branco e que branco ainda simboliza a Paz.
Um excelente final de semana para todos nós: os que acreditam, seja lá de que forma, e para os que não acreditam tb.
"Quem é ateu e viu", ou não, "milagres como eu", acredito que esteja um pouco mais tranquilo. Em nada acredita e só lhe resta duas opções: achar todas as manifestações de fé uma coisa meio estapafúrdia ou respeitar isto como algo inerente ao ser humano, sem lhe dizer respeito, especificamente.
No meu caso, professar o ateísmo é coisa impossível. A religação é algo vital para mim. Sem fé não sobrevivo.
A experiência da fé é intransferível, sempre acreditei nisto. Por mais proselitista que seja o discurso do fiel no sentido de convencer o potencial convertido, se este não vivenciar viceralmente a fé e a experiencia da religação, em toda sua magnitude, a conversão não se processará.
A conversão acredito seja uma, ou a experiência de entrega mais complexa existente. Delega-se o poder que nos é conferido pela existência, preterimos todos os demais caminhos, em detrimento daquele que responde aos nossos anseios mais dificeis e marcantes. A conversão é a forma de aplacar os nossos conflitos que nos levam à guerra - a guerra interior. E nem sempre a conversão é eficaz, pois, em tempos de mudança paradigmática, como estes, conflito é o que não nos falta e temos que lidar com estas guerras cotidianas ansiando, ou pelo menos tendo fé que, no futuro, teremos uma realidade um pouco mais harmônica... sabe-se lá como.
Diante desta constatação vem a sexta-feira me dizer que hoje é dia de branco e que branco ainda simboliza a Paz.
Um excelente final de semana para todos nós: os que acreditam, seja lá de que forma, e para os que não acreditam tb.




