Ultimamente, tenho lido alguns blogs. Tenho gostado muito do que leio, embora alguns sejam um pouco menos atraentes, para mim, que outros.
Fico pensando, ao ler estes conteúdos, na imensa quantidade existente destes espaços virtuais que permitem as pessoas se expressarem da mesma forma que o fazem ao falar. Aquela regra que indicava linguagem adloquial para a escrita e coloquial para a expressão oral, vem por terra com estes tempos de internet.
A profusão dos blogs desmitifica, também, aquela máxima conservadora que apregoava não se escrever tanto quanto antigamente. Na verdade, acredito que com e-mais, blogs e a comunicação virtual (seja ela de que ordem) temos escrito tanto quanto, ou mesmo, um pouco mais.
O nó desta questão, entretanto, é que esta expansão, infelizmente, não toca muito no principal problema educacional brasileiro: o analfabetismo.
Na verdade um redimensiona o outro, uma vez que as pessoas em estagio de analfabetismo quer seja ele total, ou funcional, precisam lidar um outro compartimento desta construção - o analfabetismo digital.
Tentando imaginar a quantidade de blogs existentes atualmente no Brasil, aparece uma outra variável deste problema então: excesso de informação e dificuldade de acesso a todo este conteúdo.
Os leitores precisam ser cada vez mais seletivos, pois, não se pode ter acesso a tudo e os ainda não letrados enfrentam o problema inverso - a necessidade de se ter acesso à comunicação escrita.
Mais uma vez estamos diante do problema: desenvolvimento tecnológico x democratização do conhecimento.
A História, nestes últimos cem anos, aponta para uma evidência inconteste: há uma probabilidade muito maior de desenvolvimento e minimização da violência para os países que investiram verdadeiramente em educação.