
Há muito penso em falar dele. Na execução desta tarefa, entretanto, enfrento muitas dificuldades. Quem manda, tb, ele ser tão singular?
O que me vem à cabeça, de imediato, é uma lista enorme de elogios. É claro que eu ficaria constrangidíssima em fazer isto, mas a tentação é grande.
Então vamos lá: como pode alguém nascido em pleno século 17, ter ficado em plena invisibilidade durante mais de um século e, passados tantos anos, ser capaz de preencher a lacuna estética de pessoas tão diferentes pelo mundo?
Que singularidade traz a sua produção ao ponto de ser alvo de tantos e tantos especialistas e estudiosos?
No meu caso, então, nem se fala. Ele não só me entende ... ele me traduz. É bem isto mesmo. Eu me vejo, ali, representada. Nota por nota. E isto me deixa muito pensativa, pois acredito que outros e outras tb tenham reações similares.
Na verdade, devo confessar: tenho ciúmes dele.
Irrita-me, sobremaneira, encontrar alguém (que não sou eu, evidentemente) dizendo: ah ...isto ele fez pra mim! Aquilo ele compôs para mim, muito antes d´eu nascer.
Pouco me importa se quem fala é especialista, ou não. Se é idoso e passou a vida toda a estudá-lo e até se gravou suas obras e é renomado, por isto mesmo.
Desculpem-me todos, mas a coisa é assim mesmo.
E não quero ser afetivamente correta, se é que isto é possivel. Então ele é meu e depois de ser meu ... ah ... aí sim ... pode ser dos(as) demais.
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É isto.
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PS: Para eu não ficar com minha consciência pesada, segue o link: http://www.jsbach.net/midi/index.html

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