Candelária - 1984Às vésperas das eleições, reflito um pouco sobre as mudanças ocorridas neste processo, ao longo da História.
Para quem já votou algumas vezes, é normal deixar-se abater pelo desânimo. No polo oposto encontramos aqueles cujos pendores político-partidários, (em qualquer momento histórico), clamarão apaixonadamente por uma opção eleitoral, ou por outra.
Assistindo ao show das campanhas vejo-me diante de um grande pregão, como numa feira livre. Os candidatos e candidatas são apresentados na condição de mercadoria: este é melhor, por isto, aquele é melhor, por aquilo.
Nesta enxurrada de nomes, números e matizes ideológicos acontece um verdadeiro vale-tudo e as propostas e fórmulas mais esdrúxulas são veículadas na mídia.
Se por um lado rezamos para que isto acabe e nos livremos deste momento (ou seria tormento?), o mais rápido possível, por outro é sempre bom recordar os tempos da ditadura militar, no Brasil, quando a proibição dos pleitos democráticos esteve intrincada aos dissabores promovidos pela censura implacável e irrestrita.
De qualquer sorte, ainda que tenhamos a exata medida capitalista do carater democrático das eleições, é sempre bom (ainda que com algumas, ou muitas, contrariedades) desfrutar de momentos como este.

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